Investir em renda variável permite ao investidor participar diretamente das oscilações de mercado, buscando potencial de retorno ilimitado ao longo do tempo. No entanto, é preciso compreender bem o funcionamento desses ativos para equilibrar risco e recompensa.
Neste artigo, vamos explorar os conceitos fundamentais, as diferenças em relação à renda fixa, o funcionamento prático, as vantagens, os principais riscos, aspectos tributários e os primeiros passos para quem deseja iniciar nessa modalidade de investimento.
A renda variável refere-se a investimentos cujo retorno não é previamente definido, sofrendo flutuações conforme a oferta e demanda em bolsas de valores, acontecimentos macroeconômicos, decisões empresariais e fatores políticos.
O investidor em renda variável busca ganhos por meio da valorização de ativos, como ações e fundos imobiliários, além de proventos regulares, como dividendos ou juros sobre capital próprio. Essa modalidade exige compreender a oscilação dos preços e aceitar a imprevisibilidade dos resultados.
Enquanto a renda fixa oferece retorno definido por contratos (prefixados, pós-fixados ou híbridos), a renda variável não garante ganhos mínimos. A tabela a seguir sintetiza as principais distinções:
Para operar em renda variável, o investidor precisa de uma conta em corretora autorizada e acessar o home broker, plataforma que envia ordens de compra e venda à Bolsa de Valores (B3).
As negociações no mercado à vista possuem liquidação em D+2, ou seja, o pagamento e a entrega dos ativos ocorrem dois dias úteis após a operação. A rentabilidade surge de duas formas principais:
Os preços dos ativos variam segundo a interação de compradores e vendedores, além de fatores externos como indicadores econômicos, decisões de governos e eventos globais.
Ao incluir renda variável em sua carteira, o investidor aproveita benefícios que podem superar alternativas conservadoras:
Embora atrativa, a renda variável envolve desafios e riscos que devem ser gerenciados:
Na renda variável, não há fórmula pré-definida para retorno esperado. A rentabilidade nominal corresponde ao ganho bruto, sem descontar inflação ou impostos. A rentabilidade real é obtida ao ajustar pelo índice de preços, segundo a fórmula:
Rentabilidade real (%) = [(1 + rentabilidade nominal) / (1 + inflação) – 1] × 100.
Em relação ao Imposto de Renda:
O investidor deve emitir DARF e declarar lucros na declaração anual de IR, reunindo notas de corretagem por ativo para apuração.
Para começar a investir em renda variável de forma organizada, siga estas etapas básicas:
A renda variável oferece oportunidade de crescimento patrimonial relevante, mas exige disciplina, conhecimento e paciência. Compreender as características dos ativos, diversificar adequadamente e manter visão de longo prazo são fatores determinantes para colher resultados positivos.
Ao equilibrar o planejamento e diversificação com a disposição a enfrentar volatilidade, o investidor estará preparado para aproveitar o melhor que a renda variável tem a oferecer.
Referências