Descubra como unir decisões sobre filhos e finanças pode transformar seu lar em um espaço de saúde, segurança e prosperidade.
No Brasil, mais de 55% das gestações no Brasil não são planejadas, elevando para mais de 80% entre adolescentes. Essa realidade revela riscos graves, como eclâmpsia, anemia e mortes maternas e neonatais, além de impacto social, interrompendo estudos e perpetuando a pobreza.
Temos cerca de 2,5 milhões de nascimentos por ano, sendo 1,5 milhão não planejados, incluindo 300 mil em adolescentes. A taxa de gravidez na adolescência chega a 62,4 por 100 mil, bem acima dos parâmetros da OMS. Esses dados destacam a urgência de políticas efetivas e de um diálogo aberto em casa.
O SUS oferece variadas opções para o planejamento reprodutivo, incluindo pílulas, preservativos, injetáveis, laqueadura e métodos de longa duração (LARCs). Desde 2020, a ampliação do Implanon promete 1,8 milhão de unidades até 2026, com entrega gratuita para quem depende do sistema público.
Além dos centros de saúde, os ambulatórios da Ebserh em 45 hospitais universitários proporcionam aconselhamento individualizado para contracepção, orientando sobre elegibilidade e efeitos colaterais, garantindo que cada pessoa escolha a melhor alternativa para seu estilo de vida e perfil de saúde.
Enquanto muitas famílias se preparam para receber um novo membro, menos de 60% dos casais fazem planejamento financeiro mensal, e apenas 45% conhecem a renda exata do parceiro. A falta de diálogo sobre dinheiro está relacionada a mais de 50% das brigas conjugais e é a segunda principal causa de separações no Brasil.
Para evitar tensões, é essencial adotar uma abordagem conjunta e transparente. Estabelecer metas de poupança, controlar despesas e determinar prioridades fortalece a parceria e prepara o terreno para os custos associados à chegada ou expansão da família.
Quando a família decide alinhar o planejamento reprodutivo e financeiro, diversos ganhos se tornam evidentes. Primeiramente, preservar saúde física e emocional evita o estresse de gestações não previstas e obrigações financeiras inesperadas.
Em seguida, a redução de riscos médicos e sociais assegura um ambiente estável para mães, pais e filhos. Crianças nascidas em situações planejadas recebem melhor acompanhamento, contribuindo para a diminuição da mortalidade infantil.
A definição consciente do número de filhos, considerando espaço, renda e educação, promove sustentabilidade doméstica. Por fim, a prática conjunta de planejamento fortalece harmonia conjugal e igualdade, empoderando parceiros e reduzindo desigualdades de gênero.
Para integrar de forma eficaz as decisões sobre família e finanças, siga algumas recomendações simples, mas transformadoras:
Integrar o planejamento reprodutivo e financeiro é um passo fundamental rumo a um futuro mais saudável e equilibrado. Ao conhecer alternativas contraceptivas no SUS e organizar o orçamento a dois, você promove empoderamento familiar e igualdade, reduzindo riscos e fortalecendo vínculos.
Procure uma unidade de saúde do SUS ou o ambulatório da Ebserh mais próximo, converse com profissionais especializados e envolva seu parceiro(a) em cada etapa. Dessa forma, você estará construindo um projeto de vida sólido, capaz de gerar bem-estar e prosperidade para toda a família.
Referências