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Minimizando Custos: Taxas e Impostos no Mercado de Ações

Minimizando Custos: Taxas e Impostos no Mercado de Ações

28/01/2026 - 04:38
Fabio Henrique
Minimizando Custos: Taxas e Impostos no Mercado de Ações

O ambiente tributário para investidores na B3 está prestes a sofrer transformações significativas em 2026. Com a aprovação inicial de medidas como a unificação de alíquotas e o fim de isenções históricas, entender essas mudanças é crucial para quem deseja proteger patrimônio e otimizar ganhos.

Visão Geral do Cenário Tributário

Até 2025, o investidor de varejo desfrutava de diversos benefícios, como isenção até R$ 20 mil em operações de ações e isenção de IR sobre dividendos. A Câmara aprovou propostas que unificam alíquotas e limitam vantagens, mas a sanção presidencial ainda é aguardada.

Essas alterações visam equilibrar a arrecadação nacional e reduzir distorções entre perfis de investidores, dos pequenos aos “super-ricos”. Ao conhecer o novo regramento, é possível aproveitar as brechas temporais e adaptar estratégias.

Tributação no Mercado de Ações: Antes e Depois

As regras atuais diferem substancialmente das previstas para janeiro de 2026. A seguir, um panorama comparativo das principais categorias de investimentos:

Em operações de day trade, a queda de 20% para 17,5% favorece quem age com frequência, enquanto as transações comuns perdem a isenção mensal, impactando lucros médios.

Comparação com Outros Investimentos

Para uma carteira diversificada, taxas e impostos em FIIs, renda fixa e cripto também mudam:

  • FIIs: antes isentos, passam a 5% IR sobre dividendos e 17,5% sobre ganho de capital.
  • Renda Fixa: perde escala regressiva e adota 17,5% fixa, com come-cotas prejudicando fundos.
  • Cripto: unificação de 17,5% sem limites de isenção.

Essas mudanças elevam o custo efetivo da carteira, exigindo revisão periódica das alocações.

Estratégias de Minimização de Custos

Planejar-se com antecedência e aproveitar janelas de tempo é fundamental para proteger ganhos:

  • Aporte em 2025: travar isenção em LCI/LCA e tabela regressiva da renda fixa.
  • Realização de lucros abaixo de R$ 20 mil/mês antes da unificação.
  • Antecipação de dividendos: empresas distribuem lucros de 2025 até 2028.
  • Fundos com mais de 100 cotistas: reduzir alíquota em FIIs.
  • Divisão de aportes em previdência para não exceder R$ 600 mil/CPF.

Cada estratégia demanda acompanhamento do calendário legislativo e dos anúncios das empresas listadas na B3.

Contexto Regulatório e Limitações

As mudanças decorrem de diversos diplomas:

  • MP 1.303/2025: altera IR em ações, FIIs e renda fixa (pendente de sanção).
  • Lei 15.270/2025: institui 10% de IRRF em dividendos acima de R$ 50 mil/mês.
  • PL 1087/25: aprova alíquota mínima global progressiva para rendas altas.

No curto prazo, atenção às variações em JCP que podem oscilar entre 17,5% e 20%, e às definições finais de senado e Receita Federal.

Além disso, o aumento da CSLL para instituições financeiras tende a elevar custos de corretagem e taxas operacionais, impactando diretamente o investidor.

Considerações Finais

O novo panorama tributário exige planejamento antecipado e revisão contínua de portfólio. Aproveitar as regras vigentes até o fim de 2025 pode gerar economias expressivas.

Esteja atento aos prazos de sanção e promova ajustes de acordo com seu perfil. Com ações estratégicas, é possível minimizar custos e maximizar seus retornos no mercado de ações.

Fabio Henrique

Sobre o Autor: Fabio Henrique

Fabio Henrique