O mercado de Fundos Imobiliários (FIIs) viveu um marco histórico em janeiro de 2026, com a base de investidores ultrapassando 3 milhões e um estoque de R$ 200 bilhões em custódia.
Apostar em FIIs pode ser uma combinação de renda passiva estável e confiável, especialmente em um cenário de juros ainda elevados, mas com perspectivas de queda gradual.
Em janeiro, o IFIX subiu 2,3% no mês e 27,8% em 12 meses, fechando em 3.860,99 pontos.
O volume negociado à vista alcançou R$ 11,3 bilhões em 15 milhões de negócios, refletindo o apetite por cotas imobiliárias.
O perfil de investidores apresenta equilíbrio: 39,7% institucionais, 39% pessoas físicas e 17,8% estrangeiros, resultado de confiança e diversificação internacional.
Fundos Imobiliários são veículos de investimento coletivo que aplicam em ativos do setor imobiliário, distribuindo rendimentos mensais e possibilitando exposição direta a imóveis.
Cada categoria traz vantagens distintas, sendo possível montar uma carteira robusta com alocação inteligente.
O IFIX registrou alta de 21,15% em 2025, com fundos de lajes corporativas no topo, subindo 25% e negociando a 0,70x P/VPA.
Fundos de papel entregaram yields superiores a 14%, enquanto FOFs e hedge funds aproveitaram descontos duplos para gerar retorno relevante.
No início de 2026, alguns FIIs dispararam até 13%, com fundos de papel avançando 13,70% e 11,14%, seis vezes acima do IFIX.
Entre destaques do ranking geral estão WHGR11 (+25,30%, DY 13,91%), VGRI11 (DY 19,51%) e VIUR11 (DY 14,49%).
O cenário traz volatilidade, mas com cotas baratas em relação ao valor patrimonial. A Selic projetada para o fim do ano em 12,25% sustenta atratividade dos yields.
Embora juros ainda elevados impactem os FIIs de tijolo, a proteção contra a inflação e proteção contra a inflação mantêm os fundos de papel competitivos.
Analistas recomendam foco no longo prazo, aproveitando descontos para destravar valor em cotas descontadas.
Uma alocação balanceada pode combinar estabilidade e valorização de capital:
Essa divisão possibilita discount duplo nas cotas e diversificação eficiente entre segmentos.
Destacam-se fundos como FATN11, que apresentou DY de 12,66%, e MXRF11, com R$ 46,7 milhões em receitas em dezembro de 2025.
BTLG11 entregou retorno total de 20,3% em 2025, enquanto HGCR11 reportou lucro de R$ 17,4 milhões e alta de 24,4%.
Carteiras recomendadas por gestoras famosas, como Genial, atingem DY de 13% com P/VPA abaixo de 0,85x.
Investir em FIIs traz diversas vantagens:
Além disso, a diversificação setorial mitiga riscos específicos de um único ativo.
Embora os FIIs sejam considerados mais seguros que ações, há riscos de vacância, inadimplência e flutuação de preços de mercado.
Em ambientes de alta de juros, fundos de tijolo podem sofrer pressão inicial, enquanto yields de papel podem se ajustar.
Para reduzir riscos, mantenha portfólio diversificado e priorize gestores experientes com histórico consistente.
Em suma, FIIs oferecem renda passiva com proteção e potencial de valorização num contexto de juros em transição.
Com planejamento estratégico e análise cuidadosa, é possível construir uma carteira sólida que equilibre estabilidade e crescimento ao longo de 2026 e além.
Referências